Darwin e a evolução, do Paul Strathern

Darwin e a Evolução (em 90 minutos)

Darwin e a Evolução, do Paul Strathern (Jorge Zahar Editor 2001)

Encanta-me a curiosidade científica. Encantam-me os caminhos que seguem alguns cientistas para chegarem ao ponto que conhecemos de alguma teoria, muito bem fundamentada e consolidada pelo tempo. Charles Darwin é um desses.

Para chegar ao que ele apresentou ao público, Darwin trilhou diversos caminhos. Alguns bem aceitos pela família, outros nem tantos…

Estudou o que havia disponível sobre ciências que aparentemente não teriam nada a contribuir para o que pretendia ver, registrar em sua viagem, mas que tornou-se fundamental para o que ele deveria apresentar a humanidade.

Tentando aprender algo, fundamentou outro. Descobriu a ponta de um universo inteiro que só cresce à medida que novas descobertas possibilitam o aprofundamento em subtemas do tema maior – Evolução.

Importa que ele trouxe a sua grande contribuição para a humanidade e espero que tenhamos todos condições de compreendê-lo e também à sua teoria.

Alice no País das Maravilhas, do Lewis Carroll

Poster do novo filme de Tim Burton

Apesar da correria dos nossos dias, vez ou outra, em momento de descanso, leio obras que não sejam técnicas. Pelas áreas de interesse, busco algumas coisas que fogem ao óbvio.

Li algum tempo atrás uma obra de Lewis Carroll – Alice no País das Maravilhas. Era, na oportunidade, uma tentativa de enxergar algo mais do que a visão infantil que predomina ao se falar deste clássico da literatura infantil.

Li recentemente – entenda: férias de 2009 – Alice no País do Espelho. Uma continuação do anterior.

De vez em quando também vou ao cinema e, para minha surpresa, vi o trailer de um filme  que, inequivocamente, antes mesmo de o título aparecer eu sabia tratar de Alice no País das Maravilhas –  do Tim Burton.

O Carroll criava personagens peculiares em sua caracterização. Se deixarmos de lado o divertimento infantil e passarmos a uma análise mais acurada acerca de todos eles, perceberemos e nos divertiremos aos encontrar nossos amigos e outras pessoas bem representadas nestas obras.

Começando pela construção do texto que traz uma série de frases e comandos (instruções) lógicos, no seu sentido amplo, pela obviedade com que são ditos – e sendo emprestada a elas uma importância muito grande, pelos seus autores, por exemplo: “Comece pelo começo, siga até chegar ao fim e então, pare”.

Acho que poucos ouvem no cotidiano uma frase tão óbvia e tão logicamente construída, que a nossa reação é o riso na face e uma elaboração de diagnóstico daquele que a disse como um doente mental.

Uma pérola que vem sendo repetida por muitas pessoas, diz respeito de uma situação de dúvida da personagem principal – “Gato, qual o caminho correto? Depende Alice, para onde você quer ir? Não sei, estou perdida. Para quem não sabe onde quer ir, então qualquer caminho serve!”

Lewis Carroll é um pseudônimo para um religioso, professor de Matemática e Lógica que adorava contar estórias e resolveu divertir algumas crianças que ele conhecia, criando as conhecidas obras às quais me refiro.

Analisando os diálogos e situações nos quais se envolvem as personagens das obras citadas, vamos encontrar um gato extremamente cínico, de grande sorriso – forçado pela morfologia da raça escolhida pelo autor (com certo exagero é claro!). Cínico mas não menos interessante.

O Coelho Branco – presente no filme The Matrix, simbolizando o caminho que a personagem Neo deveria seguir para ser libertado (acordado no mundo real) da Matrix. A perseguição ao Coelho é o motivo da entrada de Alice no País das Maravilhas e toda a sua experiência nesse mundo fantástico, onde todas as coisas funcionam numa lógica muito particular e claro, naturalmente óbvia.

Fica aqui a lacuna das outras personagens, deixo-as para o seu divertimento o estudo de cada uma delas e identificação, em algum nível, com personas reais.

Abraço,

Estou aqui mais uma vez…

Estive pensando…

O que faço depois que leio um livro não técnico?

Às vezes, quando tenho chance, faço um comentário ou outro acerca da obra lida, emitindo uma crítica sobre a profundidade do tema tratado, e é claro, fazendo uma analogia com o background, em termos de conhecimento, que guardo e traçando paralelos com outras áreas de conhecimento caso o meu interlocutor possa contribuir.

Se não tenho oportunidade de fazê-lo, fica uma vaga lembrança do que foi lido, uma vez que a tendência é esquecer a maior parte do conteúdo.

Com este blog eu pretendo exercitar minha capacidade de escrita… e falarei de obras literárias não técnicas e técnicas, filmes, música, fotografia…

E espero que os comentários possam contribuir para uma melhor compreensão daquilo que escreverei.

Auguri!!!