Alice no País das Maravilhas, do Lewis Carroll

Poster do novo filme de Tim Burton

Apesar da correria dos nossos dias, vez ou outra, em momento de descanso, leio obras que não sejam técnicas. Pelas áreas de interesse, busco algumas coisas que fogem ao óbvio.

Li algum tempo atrás uma obra de Lewis Carroll – Alice no País das Maravilhas. Era, na oportunidade, uma tentativa de enxergar algo mais do que a visão infantil que predomina ao se falar deste clássico da literatura infantil.

Li recentemente – entenda: férias de 2009 – Alice no País do Espelho. Uma continuação do anterior.

De vez em quando também vou ao cinema e, para minha surpresa, vi o trailer de um filme  que, inequivocamente, antes mesmo de o título aparecer eu sabia tratar de Alice no País das Maravilhas –  do Tim Burton.

O Carroll criava personagens peculiares em sua caracterização. Se deixarmos de lado o divertimento infantil e passarmos a uma análise mais acurada acerca de todos eles, perceberemos e nos divertiremos aos encontrar nossos amigos e outras pessoas bem representadas nestas obras.

Começando pela construção do texto que traz uma série de frases e comandos (instruções) lógicos, no seu sentido amplo, pela obviedade com que são ditos – e sendo emprestada a elas uma importância muito grande, pelos seus autores, por exemplo: “Comece pelo começo, siga até chegar ao fim e então, pare”.

Acho que poucos ouvem no cotidiano uma frase tão óbvia e tão logicamente construída, que a nossa reação é o riso na face e uma elaboração de diagnóstico daquele que a disse como um doente mental.

Uma pérola que vem sendo repetida por muitas pessoas, diz respeito de uma situação de dúvida da personagem principal – “Gato, qual o caminho correto? Depende Alice, para onde você quer ir? Não sei, estou perdida. Para quem não sabe onde quer ir, então qualquer caminho serve!”

Lewis Carroll é um pseudônimo para um religioso, professor de Matemática e Lógica que adorava contar estórias e resolveu divertir algumas crianças que ele conhecia, criando as conhecidas obras às quais me refiro.

Analisando os diálogos e situações nos quais se envolvem as personagens das obras citadas, vamos encontrar um gato extremamente cínico, de grande sorriso – forçado pela morfologia da raça escolhida pelo autor (com certo exagero é claro!). Cínico mas não menos interessante.

O Coelho Branco – presente no filme The Matrix, simbolizando o caminho que a personagem Neo deveria seguir para ser libertado (acordado no mundo real) da Matrix. A perseguição ao Coelho é o motivo da entrada de Alice no País das Maravilhas e toda a sua experiência nesse mundo fantástico, onde todas as coisas funcionam numa lógica muito particular e claro, naturalmente óbvia.

Fica aqui a lacuna das outras personagens, deixo-as para o seu divertimento o estudo de cada uma delas e identificação, em algum nível, com personas reais.

Abraço,

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *