Sobre celulares (smartphones), publicidade e disponibilidade.

Já falamos aqui sobre Mobilidade Multimídia e as aplicações (clique aqui para ler o post) que têm levado a um processo de interação entre os usuários de smartphones e produtos, serviços e as mídias digitais, servindo como uma ponte para as Redes Sociais – digitais ou não.

Sobre a “sociedade em rede”, Manuel Castells (A Sociedade em Rede, 1999) apresenta diversos aspectos da revolução tecnológica e as implicações para uma nova economia, um novo trabalho, uma nova cultura e um novo tempo [leitura fortemente recomendada!!] e, considerando a relevância de todas estas mudanças que têm ocorrido, alguns novos paradigmas têm alterado o comportamento de todos nós, produtores e consumidores, sabendo que o processo de interação não mais se apresenta como antes.

“A particularidade contemporânea é a hegemonia de um conjunto de redes, as redes telemáticas, que passam a integrar, e mesmo a “comandar” (…)” (LEMOS, André. Celulares, funções pós-midiáticas, cidade e mobilidade) e, sobre essa mobilidade, vemos novas formas de conquistar ou se aproximar de clientes potenciais – aplicativos que indicam localização geográfica, outros de fotografia que integram os demais aplicativos que utilizam o GPS e as Redes Sociais Digitais ou os de Redes Sociais Digitais que integram tudo que foi falado anteriormente, tudo com o objetivo de usar a mobilidade que o smartphone possui, para garantir que novas ações publicitárias sejam efetivas e estejam presentes, onde seu público está, seja presencial ou virtualmente.

Para entender sobre os comentários, recomendo conhecer como funcionam os aplicativos Instagram, FourSquare e demais apps de Redes Sociais (como o Facebook).

Mas, para entender sobre o “disponibilidade” do título deste post, veja esta divertida talk  do Renny Gleeson, com 3min47s de duração, sobre o comportamento anti-social dos usuários de smartphones…(:

Redes Sociais Digitais: “princípios para um mundo aberto”.

Muito tem-se falado acerca das redes sociais digitais, desde a grande exposição que as pessoas praticam em busca de notoriedade e fama instantânea, até os aspectos de movimento político capaz de gerar mudanças de enorme valor social. O escritor Don … Continue lendo

Realidade Aumentada, mais qualidade na interatividade.

O avanço da multimídia e da realidade virtual, proporcionado pela maior potência dos computadores, permitiu a integração, em tempo real, de vídeo e ambientes virtuais interativos. Ao mesmo tempo, o aumento da largura de banda das redes de computadores também vem influenciando positivamente na evolução da multimídia, permitindo a transferência de imagens e outros fluxos de informação com eficiência. (Claudio Kirner e Romero Tori).

Para muitos daqueles interessados em Realidade Aumentada, uma das suas mais importantes características é a maneira com a qual faz possível a transformação do foco de interação. O sistema de interação já não é uma localização precisa, mas sim o ambiente como um todo; interação não mais é uma simples troca “face-monitor”, agora se dissolve no espaço e objetos em volta. Utilizar um sistema de informação não é mais exclusivamente um ato consciente e intencional.

Realidade Aumentada (RA) é a integração de informações virtuais a visualizações do mundo real (como, por exemplo, através de uma câmera). Atualmente, a maior parte das pesquisas em RA está ligada ao uso de vídeos transmitidos ao vivo, que são digitalmente processados e “ampliados” pela adição de gráficos criados pelo computador. Pesquisas avançadas incluem uso de rastreamento de dados em movimento, reconhecimento de marcadores confiáveis utilizando mecanismos de visão, e a construção de ambientes controlados contendo qualquer número de sensores e atuadores.

“A tecnologia da Realidade Aumentada surgiu prometendo derrubar algumas barreiras da interação na comunicação promocional e publicitária.”

Entre as várias possibilidades para a aplicação da RA, encontra-se a publicidade e propaganda. Alguns autores dizem que  “o sem-número de possibilidades que a internet proporciona para formatos e estilos de publicidade oferecem uma mudança imediata da postura passiva do consumidor para uma postura, no mínimo, ativa, caminho para alcançar a interatividade, que está presente de forma mais delineada apenas em algumas ações”.

Para o encanto de todos, uma talk de Marco Tempest (TEDTalk) para ilustrar o uso de realidade aumentada para entretenimento. Além da interação, preste atenção no conteúdo desta palestra. São 5min36s de mágica tecnológica. Enjoy it!

Sistemas: uma teoria geral.

Histórico

A teoria de sistemas foi proposta em meados de 1920 pelo biólogo Ludwig von Bertalanffy. Em 1956 Ross Ashby introduziu o conceito na ciência cibernética. A pesquisa de von Bertalanffy foi baseada numa visão diferente do reducionismo científico até então aplicada pela ciência convencional. Dizem alguns que foi uma reação contra o reducionismo e uma tentativa para criar a unificação científica.

Sistemas abertos

Basicamente a teoria de sistemas afirma que estes são abertos e sofrem interações com o ambiente onde estão inseridos. Desta forma, a interação gera realimentações que podem ser positivas ou negativas, criando assim uma auto regulação regenerativa, que por sua vez cria novas propriedades que podem ser benéficas ou maléficas para o todo independente das partes.

Realimentações

Um sistema realimentado é necessariamente um sistema dinâmico, já que deve haver uma causalidade implícita. Em um ciclo de retroação uma saída é capaz de alterar a entrada que a gerou, e, consequentemente, a si própria. Se o sistema fosse instantâneo, essa alteração implicaria uma desigualdade. Portanto em uma malha de realimentação deve haver um certo retardo na resposta dinâmica. Esse retardo ocorre devido à uma tendência do sistema de manter o estado atual mesmo com variações bruscas na entrada. Isto é, ele deve possuir uma tendência de resistência a mudanças. O que, por sua vez, significa que deve haver uma memória intrínseca a um sistema que pode sofrer realimentação.

Teoria reducionista e teoria sistêmica

Segundo a teoria de sistemas, ao invés de se reduzir uma entidade (um animal, p ex.) para o estudo individual das propriedades de suas partes ou elementos (órgãos ou células), se deve focalizar no arranjo do todo, ou seja, nas relações entre as partes que se interconectam e interagem orgânica e estatisticamente.

Uma organização realimentada e auto gerenciada, gera assim um sistema cujo funcionamento é independente da substância concreta dos elementos que a formam, pois estes podem ser substituídos sem dano ao todo, isto é, a auto-regulação onde o todo assume as tarefas da parte que falhou. Portanto, ao fazermos o estudo de sistemas que funcionam desta forma, não conseguiremos detectar o comportamento do todo em função das partes. Exemplos são as partículas de determinado elemento cujo comportamento individual, embora previsto, não poderá nos indicar a posição ou movimentação do todo.

Interdisciplinaridade

Em biologia temos nas células um exemplo, pois não importa quão profundo o estudo individual de um neurônio do cérebro humano, este jamais indicará o estado de uma estrutura de pensamento, se for extirpado, ou morrer, também não alterará o funcionamento do cérebro.

Em eletrônica, um transistor numa central telefônica digital, jamais nos dará informações sobre o sistema, embora sua falha possa causar algum tipo de alteração na rede, nas modernas centrais, os sinais remetidos a si serão automaticamente desviados para outro circuito.

Em Sociologia, a movimentação histórica de uma determinada massa humana, por mais que analisemos o comportamento de um determinado indivíduo isoladamente, jamais conseguiremos prever a condição do todo numa população. Os mesmos conceitos e princípios que orientam uma organização no ponto de vista sistêmico, estão em todas as disciplinas, físicas, biológicas, tecnológicas, sociológicas, etc. provendo uma base para a sua unificação.

Além dos exemplos citados, podemos observar a ação sistêmica no meio-ambiente, na produção industrial automatizada, em controles e processos, na teoria da informação, entre outros.

Aplicações

Na teorização matemática surgiu o desenvolvimento da isomorfia entre os modelos de circuitos elétricos e outros sistemas. As aplicações da teoria de sistemas abrangem o desenvolvimento de todos os ramos da ciência, alguns exemplos são: engenharia, computação, ecologia, administração, psicoterapia familiar, termodinâmica, dinâmica caótica, vida artificial, inteligência artificial, redes neurais, modelagem e simulação computacional, entre outras.


Considerando a forma como o todo está interligado, os sistemas computacionais têm sido utilizados para coletar e usar os dados gerados por todas as áreas de conhecimento e atuação humana e por todos os seus usuários.

Você tem ideia de como esses dados têm sido utilizados?

Veja essa talk do Kevin Slavin, “Como os algoritmos moldam nosso mundo”, com duração de 15min23s

Leitura recomendada e fonte:
BERTALANFFY, Ludwig Von.Teoria geral dos sistemas. Vozes; 1975.

CHIAVENATO, Idalberto . Introdução à teoria geral da administração. Makron Books

Klir, Facets of Systems Science; 1991

TED Talk – Mike Matas: A próxima geração dos livros digitais.

Com os novos dispositivos móveis, que permitem uma nova forma de leitura, acrescentando novas mídias aos já tradicionais meios de disseminação de informação e conhecimento, algumas possibilidades se apresentam a criação de conteúdos para esses dispositivos e os demais.

O criador de software Mike Matas demonstra o primeiro livro interativo para o iPad – com inteligência, vídeos e gráficos folheáveis e alguns dados de visualização muito legais para se usar. O livro é “Nossa Escolha”, a sequência de “Uma Verdade Inconveniente” do Al Gore.

TED Talk – Kevin Allocca: Por que vídeos se tornam virais.

Você já teve um sonho de postar um vídeo e em pouco tempo ele tornar-se um viral, fazendo de você uma nova celebridade da internet?

Kevin Allocca é o gerente de tendências do YouTube e faz considerações sobre vídeos tolos na rede. Nesta ‘talk’ do TEDYouth, ele apresenta quatro razões que tornam um vídeo viral.

O vídeo tem duração de 7min20s, áudio em inglês e legendas em português brasileiro.

Vídeo apresentado na aula do dia 09/08/2012.

TED Talk – Renny Gleeson: 404, a história de uma página não encontrada

“Ops! Ninguém quer ver a 404: Página Não Encontrada.Mas como Renny Gleeson nos mostra ao fazer uma apresentação de slides de páginas 404 criativas e engraçadas, todo erro é, de fato, uma chance de construir uma relação melhor.”

Ao invés de deixar que o usuário tenha essa surpresa desagradável, entender que aí encontra-se uma oportunidade de ser criativo e fazer uso dessa oportunidade para transmitir alguma mensagem…multimídia, é claro.

O vídeo possui áudio em inglês, mas com legendas em português brasileiro e duração de 4min.

Enjoy it!

Esse vídeo foi apresentado em sala de aula no dia 02/08/2012 (: