TED Talk – Mike Matas: A próxima geração dos livros digitais.

Com os novos dispositivos móveis, que permitem uma nova forma de leitura, acrescentando novas mídias aos já tradicionais meios de disseminação de informação e conhecimento, algumas possibilidades se apresentam a criação de conteúdos para esses dispositivos e os demais.

O criador de software Mike Matas demonstra o primeiro livro interativo para o iPad – com inteligência, vídeos e gráficos folheáveis e alguns dados de visualização muito legais para se usar. O livro é “Nossa Escolha”, a sequência de “Uma Verdade Inconveniente” do Al Gore.

Pinterest, o caso UNIQLO Dry Mesh Project

Como despertar usuários do Pinterest no momento em que eles estão subindo e descendo as páginas para ver as fotografias?

A UNIQLO criou uma animação.

Veja nesse vídeo o trabalho pronto e como ele foi feito, a partir de muita criatividade.

TED Talk – Kevin Allocca: Por que vídeos se tornam virais.

Você já teve um sonho de postar um vídeo e em pouco tempo ele tornar-se um viral, fazendo de você uma nova celebridade da internet?

Kevin Allocca é o gerente de tendências do YouTube e faz considerações sobre vídeos tolos na rede. Nesta ‘talk’ do TEDYouth, ele apresenta quatro razões que tornam um vídeo viral.

O vídeo tem duração de 7min20s, áudio em inglês e legendas em português brasileiro.

Vídeo apresentado na aula do dia 09/08/2012.

TED Talk – Renny Gleeson: 404, a história de uma página não encontrada

“Ops! Ninguém quer ver a 404: Página Não Encontrada.Mas como Renny Gleeson nos mostra ao fazer uma apresentação de slides de páginas 404 criativas e engraçadas, todo erro é, de fato, uma chance de construir uma relação melhor.”

Ao invés de deixar que o usuário tenha essa surpresa desagradável, entender que aí encontra-se uma oportunidade de ser criativo e fazer uso dessa oportunidade para transmitir alguma mensagem…multimídia, é claro.

O vídeo possui áudio em inglês, mas com legendas em português brasileiro e duração de 4min.

Enjoy it!

Esse vídeo foi apresentado em sala de aula no dia 02/08/2012 (:

SMH, a disciplina.

Saudações! Este blog é uma proposta de divulgação dos conteúdos e trabalhos realizados em Sistemas Multimídia e Hipermídia. Os videos, alguns textos, os e-books e demais materiais digitais que utilizaremos, estarão referenciados aqui para que possam fazer desse espaço uma … Continue lendo

A Shine of Rainbows, o filme [2009]

A atmosfera da obra, escrita por Lilian Beckwith, apresenta um ambiente que parece estar nos anos 50 ou 60. Ambiente com lindas paisagens, vida simples que encantaria qualquer criança. Viver numa ilha, com barcos, focas, ovelhas e vasto ambiente para explorar.

Qualquer criança, especialmente se é uma criança órfã, com uma sensibilidade que a faz ter um comportamento diferente dos demais companheiros de orfanato e assim, ser a escolhida para sofrer os abusos típicos das crianças mais velhas.

O pequeno Tomas (lê-se Tomás) (John Bell) é escolhido por Maire O’Donnell (Connie Nielsen) para adoção e é levado à ilha que será seu novo lar. Sua escolha foi estudada, observada e, segundo ela mesma, foi uma escolha recíproca.

A escolha de Maire foi baseada em sua própria experiência. Em boa parte do filme, o pequeno Tomas não diz uma palavra sequer. Seu comportamento tímido e o silêncio da sua presença não ajudam muito a quebrar a relutância de Alec O’Donnell (Aidan Quinn), marido de Maire, em aceitar um filho que não seja dele.

Quando finalmente se comunica verbalmente, Tomas revela uma gagueira, o que faz Alec reclamar da escolha da esposa e mostrar o seu desapontamento.

Apesar da não aceitação de Alec, Tomas se apaixona pelo lugar. Com uma bela paisagem, a Corrie Island é apresentada ao garoto por uma mãe realmente apaixonada pela cultura e folclore locais, brincando, permitindo ao menino que fizesse aquilo que lhe proibiam naquele ambiente cheio de rigores e disciplina.

Não à toa, Tomas também se apaixona por seu novo lar e, ao se permitir algumas emoções, cresce em confiança, em si mesmo e em outros, adultos e outras crianças da ilha.

A obra é, sobretudo, a apresentação de relações que se estabelecem e mostram a evolução no amadurecimento de emoções e comportamentos. O que é complexo, no filme, mostra-se de forma simplificada e num tempo que talvez não agrade a quem prefira uma ação ou aventura, mas adequado ao filme que não demora a apresentar as soluções dos problemas e o desenvolvimento de cada ação.

Com direção de Vic Sarin, a excelente atuação da Connie Nielsen encanta. O John Bell, muito bom, com um timing excelente para suas expressões e Aidan Quinn, sem muito a acrescentar na atuação, mas com presença marcante.

O filme pode deixar o encantamento provocado no Tomas quando ele viu, pela primeira vez, o arco-iris na Corrie Island e que, segundo Maire, mais belo não há.

O Escafandro e a Borboleta [Le Escaphandre et le Papillon]

A cena inicial do filme é meio confusa. Algo enevoada, a imagem aparece, pisca, como se a lente que filma fosse o olho de alguém que se abre, após longo sono, confuso, tentando identificar o ambiente onde se encontra… e é.

Percebe-se que o filme se passará sob a ótica daquele que é a personagem principal e a ideia do diretor (Julian Schnabel) de fazer um filme na primeira pessoa, colocando o espectador como protagonista faz com a a narrativa dramática torne-se ainda mais dramática, considerando a situação peculiar desse personagem.

Viver o que é narrado, passo a passo, sentindo as dificuldades apresentadas, pensando com o narrador e sofrendo com ele as dores de não poder comunicar-se e entender que coisas simples como essa, que às vezes não damos o devido valor, são mais importantes do que imaginamos ser.

Após sofrer um acidente vascular encefálico – AVE (aka AVC), Jean-Dominique Bauby, editor da revista Elle francesa, vive sua vida com os olhos e as lembranças, alegres ou tristes, que guarda. Com os olhos, pois é a única parte do corpo que ainda consegue mover e um deles, cujo movimento está comprometido, deve ser suturado para evitar infecções. Ele fica com um olho apenas para ver e comunicar-se com o mundo…

Vive seus remorsos, pelas lembranças que visitantes trazem; por ações ou atitudes que levaram a decisões e a definições do curso de sua vida até aquele momento.

Ao receber a visita da mãe de seus filhos (2 meninas e 1 menino), sua ex-mulher, ele se lembra do quanto não a tratou bem. Lembra-se de quando começou a reaproximação com o seu pai, lembra-se…

Uma comunicação alternativa é criada e ele deve usar seu olho para esse fim. Vem aí seu primeiro pensamento externado: MORRER.

Mas essa ideia não permanece. Muda. E muda muito, tanto, que consegue pensar em o que fazer enquanto permanece no hospital: escrever um livro!

A narrativa é angustiante. Colocar-se no lugar do Jean-Do (como é chamado o Jean-Dominique), pensar e expressar suas ideias através de piscadelas de olho, para representar letras e formar palavras, daí formar frases e  pensamentos completos… Estar disponível para aprender com essa situação, perdoar-se pelos erros e continuar vivendo é algo grande, muito grande…

Ele viveu o suficiente para escrever o livro, que adaptado tornou-se o filme “Le Escaphandre et le Papillon”, uma produção franco-americana de 2007, dirigido por Julian Schnabel.

Primavera Silenciosa, da Rachel Carson

 

Tenho efetivamente os pés nas Ciências Exatas, Naturais e da Terra.

Enquanto fazia meu curso de Ciências, que estudei durante 5 anos – Biologia, Química, Física e Matemática, optando efetivamente por habilitar-me ao estudo mais aprofundado da Matemática Pura, fiquei fascinado por tudo que consegui apreender.

Mas cada tema estudado não deixou de fazer parte de mim. A Geologia que me faz entender melhor as explicações sobre os variados temas da Uranografia – solos, rochas, placas tectônicas, vulcões… A Ecologia que melhor ajuda compreender minhas relações com cada indivíduo que compõe o bioma que estou inserido… As Químicas Orgânica e Inorgânica que melhor faz compreender os efeitos dos compostos que fazem parte dos produtos que consumo, sejam eles alimentos ou remédios, utensílios domésticos ou material de trabalho e o que os seus resíduos podem resultar para o meio… A Física que me fez entender as consequências do uso ou abuso de energias disponíveis para realizar o meu trabalho no cotidiano, seja a energia elétrica disponível na tomada, seja a minha própria energia fornecida pelo alimento que consumo.

Ler esta obra da Rachel Carson me fez recordar destes tempos em que me motivavam alguns pensamentos de proteção do meio. De pensar antes de comprar um produto sobre a origem da sua matéria prima. De pensar em entrar para o Greenpeace…

Este livro fez 48 anos de sua publicação. Tem caráter revolucionário. Foi uma grande vitória de sua autora, que por amor à vida, em toda sua exuberante apresentação, defendeu as vozes dos pássaros, a fertilidade das flores e a continuidade da vida humana no planeta Terra.

Graças ao seu trabalho de investigação científica, este livro se tornou, segundo a Escola de Jornalismo de Nova York, uma das reportagens investigativas mais importantes do século XX. E ela o fez por amor à profissão, com persistência.

Graças a Rachel Carson os EUA deixaram de produzir o inseticida (que ela chamou de biocida) DDT e, anos mais tarde, outros países tomaram a mesma decisão.

Ela chamou atenção para o uso de novas tecnologias apresentadas pela ciência para resolver alguns problemas e que, sem um estudo prévio, causava problemas de outra natureza, talvez tão ou mais graves que os primeiros.

Prevaleceu, no primeiro momento, a decisão do poder monetário, do poder do renomado cientista que sintetizou a droga, do poder do interesse político e econômico… Mas não havia saída além daquela que ela apresentava.

Este livro apresentou fatos e ideias que colocaram na pauta de discussões nas universidades, na indústria química, nos sindicatos de trabalhadores rurais, nas entidades que se preocupavam com o meio, a preocupação na forma como a vida, seja ela em qual categoria estivesse, deveria ser preservada.

Foi ela quem tudo começou…

Rachel Carson consegue fazer-se compreender porque utiliza-se de uma linguagem acessível, trazendo associações com algo que nós já conhecemos.

Precisamos de mais pessoas como a Rachel Carson na atualidade. A ignorância que assola a sociedade faz com que indiscriminadamente continuemos a agir como se nenhuma consequência negativa seja originada do consumo excessivo do plástico e de energia elétrica, de nenhuma preocupação com o lixo, tanto que ‘pode’ ser descartado em qualquer lugar…

Em 2006, Rachel Carson foi colocada em primeiro lugar, pelo “The Guardian”, na lista das cem pessoas que mais contribuíram para a defesa do meio ambiente em todos os tempos.

Precisamos de mais pessoas como Rachel Carson. Precisamos de pessoas esclarecidas e que tenham coragem de falar, mas sobretudo, agir. Precisamos compreender melhor as nossas necessidades e, entender que devemos sempre usar, mas nunca abusar.

Enquanto não compreendemos, o que faremos?

Os Miseráveis (Les Misérables), de Victor Hugo

Sempre curioso, e até mesmo fascinado, por contos e histórias que nos contam, ou passam de forma incompleta algumas pessoas experientes.
Dentre algumas destas histórias, o livro de Victor Hugo, me chamava atenção. Essa atenção, cada vez mais desperta, uma vez que esta obra servia de inspiração para compor personagens e roteiros em novelas, em palestras para comparar a conduta de algum personagem como a ideal ou não, em propagandas para mostrar um espetáculo que tenha sido exibido em teatros com sucesso…
No primeiro momento que tive oportunidade, li. Conheci, por minha própria leitura, a obra tão falada, encenada, usada como inspiração para outras tantas obras.
Gostei. Um tanto de personagens que, embora caracterizados em ambiente temporalmente distante de nós, muito perto pela sorte atribuída a cada um deles. Sorte no sentido de caminho construído por si mesmo para a vida ou decidido por outros.
Medos. Trapaças. Atitudes mesquinhas. Exploração. Armadilhas. Fugas. Amor. Altruísmo. Desprendimento. Compreensão. Mentiras. Bondade. Tudo isso é encontrado no livro. Como cada vocábulo desses não existe por si só, o personagem que os sentem ou acionam, ou atuam, desperta no leitor algumas emoções que, extrapolando um pouco, vai lembrar de várias situações que o farão comparar os sofrimentos alheios atuais, àqueles vividos pelos personagens.
Parece que o fato de o mundo girar faz com temas antiquíssimos sejam recorrentes na sociedade. Perseguição. Incompreensão. Preconceito. Estabelecimento de valores próprios como verdades absolutas . Julgamento.
Mas não deixa a esperança de lado, afinal, mesmo a vida real, que mostra o sofrimento pungente de muitos – que adia a felicidade para a qual o indivíduo vive, mostra também recompensa para muitos. Daí os sentimentos de poucos, mas que fazem a diferença. Desprendimento. Renovação. Arrependimento. Altruísmo.
Acredito que enquanto o tema se mantiver atual, esta obra ainda vai inspirar muitas outras. Que sirva, também, como espelho para as personas certas.